• 23 de setembro de 2021

Trabalhadores param contra reforma do Governo que quer destruir serviço público

 Trabalhadores param contra reforma do Governo que quer destruir serviço público

Essenciais ao país, servidores municipais, estaduais e federais entram em greve nesta quarta em defesa dos empregos e contra privatizações. Atos serão realizados em diversas cidades. Confira a agenda

Por Redação RBA

O projeto de destruição do Brasil, colocado em prática pelo presidente Jair Bolsonaro, tem mais um capítulo em andamento. Por isso, servidores de instituições públicas municipais, estaduais e federais entram em greve nesta quarta-feira (18), contra a reforma administrativa imposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, atualmente em discussão em comissão especial da Câmara.

Segundo representantes dos servidores e outros críticos da PEC, a proposta do Executivo tem por objetivo diminuir o Estado brasileiro. Sob o argumento de gastar menos para a economia crescer, o governo afirma querer “enxugar” a máquina pública. Mas a PEC só mexe com os servidores de salários mais baixos, os que estão na linha de frente do atendimento à população. Serão atingidos, por exemplo, trabalhadores de serviços como Dataprev, Caixa Federal e SUS, que comprovaram a importância da sua atuação nestes tempos de pandemia da covid-19.

De acordo com a campanha Contra a PEC 32, a reforma administrativa “altera e retira direitos e garantias já consagrados para os servidores públicos, ao mesmo tempo que protege as Forças Armadas, a cúpula do Judiciário, do parlamento e do Executivo”.

A greve receberá apoio dos maiores sindicatos e centrais do país, além da campanha pelo Fora Bolsonaro. A mobilização desta quarta faz parte da onda crescente de protestos populares que vem tomando as ruas desde o mês de maio deste ano pelo impeachment do atual presidente da República.

A  greve tem por objetivo “dialogar com a população e chamar atenção para responsabilidade de Jair Bolsonaro pela destruição de serviços públicos, privatização de estatais essenciais e lucrativas e pelo desemprego, aumento geral dos preços e da fome”, informam os organizadores.

Contra o empobrecimento do povo

Além de protestar contra a reforma administrativa e o empobrecimento da população, a greve desta quarta cobra a retomada do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 e a vacinação imediata de todos os brasileiros. “São motivos mais que suficientes para que a classe trabalhadora manifeste seu basta”, diz o presidente nacional da CUT, o metalúrgico Sérgio Nobre. 

“Será um dia muito importante para toda a classe trabalhadora e não somente para os servidores públicos, que farão greve contra a reforma administrativa, a famigerada PEC 32, que desmonta o serviço público, e sabemos bem o que seria de nós, nessa pandemia, sem o SUS e os trabalhadores essenciais”, ressalta o presidente da CUT.

O dirigente critica também a MP 1.045, da minirreforma trabalhista, aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 10 e que aguarda votação pelo Senado. “Será também um dia de luta, protestos, atos, mobilizações e paralisações no país inteiro, para toda a classe trabalhadora. E defesa de empregos de qualidade, de renda, de direitos, contra o desastre que esse governo caótico vem impondo a nós, com medidas como a MP 1.045, que acaba com nossos direitos e o futuro dos nossos jovens. Contra as privatizações de empresas como a Petrobras, que são indutoras de crescimento do Brasil. Contra todo esse caos que elevou a fome e a carestia”, reforça Sérgio Nobre.

“Vamos mostrar que a CUT, o movimento sindical, apesar da pandemia e com todos os cuidados sanitários, começa a colocar sua pauta trabalhista no centro do debate para o país emergir dessa crise sem precedentes criada por esse governo. Nossa luta contra tudo isso só está começando neste dia 18, será longa e difícil, mas vamos vencer”, completa o dirigente.

Nas redes e nas ruas

Os organizadores da greve informam que, além da mobilização nas ruas e nos locais de trabalho (veja abaixo os locais dos atos), a ação nas redes sociais também é muito importante. A ideia é mostrar a força do movimento e pressionar parlamentares para que não deixem a reforma administrativa ser votada. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já disse que pretende votar a PEC no final do mês. Tuitaço está marcado para as 9h sob a hashtag #18Adiadeluta.

Os trabalhadores dos Correios, em luta contra a privatização da estatal, também devem engrossar a greve contra a reforma administrativa.

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