• 1 de agosto de 2021

Frente parlamentar pela soberania nacional amplia movimento contra privatizações

 Frente parlamentar pela soberania nacional amplia movimento contra privatizações

Petrobras está na mira das privatizações planejadas por Temer, junto com a Amazônia, os bancos públicos, a Eletrobras e outros patrimônios públicos

Integrantes da Frente estão reforçando lançamento nos estados. Momento é de “mais grave processo de entreguismo e de privatismo já imposto ao Brasil”, diz Patrus Ananias

 

Deputados e senadores que compõem a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, instalada no Congresso no final de junho, iniciam sua ampliação e mobilização por vários estados contra os ataques do governo Michel Temer ao patrimônio nacional em áreas diversas. A primeira iniciativa neste sentido foi um ato público, segunda-feira (28), em Belo Horizonte-MG. A próxima capital a receber uma atividade semelhante será o Rio, em data ainda a ser definida. A frente é comporta por 201 deputados federais e 18 senadores, de diversos partidos.

“Estamos em meio ao mais grave processo de entreguismo e privatismo já imposto ao Brasil por qualquer governo da história republicana”, afirmou o deputado e ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Patrus Ananias (PT-MG), secretário-geral da Frente e autor do requerimento que pediu a sua criação. “Este é um momento em que precisamos afirmar a identidade do nosso país e do nosso povo”, reforça o parlamentar.

“Estamos vivendo uma operação de desmonte dos direitos e conquistas sociais e de desmonte do  país, de entrega das nossas riquezas”, destacou Ananias, ao condenar a “onda total de privatização, posta em curso pela facção que tomou de assalto o poder no ano passado”.

O parlamentar destacou que a oposição não é contrária ao setor privado, mas defende um Estado democraticamente forte, considerado fundamental na construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. “É claro que queremos o setor privado, mas por mais comprometidos que sejam com o bem comum, os empresários não têm uma concepção de país, de pátria, não podem planejar o futuro. Este é um papel do Estado, do Estado Democrático de Direito. Então, temos que preservar as instituições democráticas, preservar o Brasil para as gerações futuras”, afirmou.

Novas privatizações

O lançamento da Frente em Minas Gerais foi antecipado por conta da decisão do governo de passar à iniciativa privada 57 empresas e projetos, sob argumento de fazer caixa e melhorar as contas públicas e o desempenho da economia. Também na semana passada, o Executivo avançou no rumo de entregar as riquezas minerais do Brasil, ao extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), área amazônica rica em ouro e outros minérios, o que levou os integrantes da frente darem início às mobilizações.

“Estão colocando o Brasil à venda a preço baixo para os compradores e destruindo, acima de tudo, a soberania nacional”, denunciou o deputado. Patrus inclui na agenda de entrega do patrimônio nacional a destruição da cadeia de petróleo e gás, a entrega do pré-sal, de gasodutos, refinarias e outros ativos da Petrobras para concorrentes estrangeiras e a venda das estatais de energia elétrica, Eletrobras e Cemig.

Além da mudança do marco regulatório do setor elétrico para escancará-lo ao capital estrangeiro e da entrega da exploração de minério e liberação total da venda de terras para estrangeiros.

O presidente da Frente, Senador Roberto Requião (PMDB-PR), também criticou a investida do governo sobre a Eletrobras. “Estamos perplexos com a introdução no Brasil de um liberalismo econômico que faliu no mundo. É um desmonte de um projeto nacional que passa desde a alienação do solo sem limite para capitais estrangeiros, até as últimas medidas de entrega da Petrobrás e de venda da Eletrobrás, o que destrói qualquer possibilidade da existência do estado nacional”, afirmou.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional pretende elaborar declaração pública em defesa da realização de um plebiscito revogatório para que a população possa afirmar se concorda ou não com as propostas que têm sido feitas pelo Executivo contra o patrimônio nacional.

Segundo Requião “precisamos submeter estes temas à população, esclarecer todos os pontos ameaçadores para o país e anulá-los de forma definitiva”. “Estão comprando de quem não é dono”, acrescentou.

O grupo se reúne nesta quinta-feira (31), em Brasília, para deliberar sobre novas ações. “Nosso objetivo é juntar não apenas o Congresso, como também todo o país, em defesa dos interesses nacionais, fortemente agredidos pelo atual governo da República”, disse ainda o senador.

Por Hylda Cavalcanti

Fonte: Rede Brasil Atual

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