Dirigentes da FECOSUL e CTB articulam em Brasília a votação do PL que propõe jornada de 40 horas semanais na Câmara
Representantes do movimento sindical do comércio e serviços estiveram em Brasília para reforçar a defesa da redução da jornada de trabalho no Brasil. O presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Rio Grande do Sul (FECOSUL), Guiomar Vidor, participou de uma reunião com o presidente da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, Max Lemos, e com a deputada federal Daiana Santos, para tratar do andamento do Projeto de Lei 67/2025.
A reunião contou ainda com a presença dos vice-presidentes da FECOSUL, Nilvo Riboldi Filho e Daniel Rockenbach, da tesoureira Cristina Mendes, do presidente da CTB-RS, Rodrigo Callais, além de dirigentes de entidades sindicais do Rio Grande do Sul e do presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Marcio Ayer.
Durante o encontro, as lideranças sindicais destacaram a importância da aprovação do projeto, que estabelece a adoção da escala 5×2 e a redução da jornada semanal para 40 horas sem redução de salários. A proposta busca superar a histórica escala 6×1, realidade vivida por grande parte da categoria comerciária há quase um século.
Em sua manifestação, Guiomar Vidor chamou atenção para os impactos do atual modelo de jornada na saúde dos trabalhadores. Segundo ele, o crescimento dos casos de adoecimento mental é um sinal claro de que o país precisa avançar em direção a uma nova organização do trabalho.
De acordo com dados apresentados na reunião, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados do trabalho em 2025 por transtornos mentais, um número que reforça a urgência de políticas que garantam melhores condições de vida e trabalho.
Vidor também destacou que estudos econômicos demonstram que a redução da jornada não representa prejuízo significativo para as empresas. Pelo contrário, a medida pode gerar mais de 2,5 milhões de empregos no país, com impacto estimado de apenas 1,04% no custo geral das empresas do comércio e da indústria.
“Estamos falando de uma mudança histórica, que vai garantir mais saúde, mais empregos e mais qualidade de vida. O trabalhador precisa ter direito a uma vida além do trabalho”, afirmou o presidente da FECOSUL.
Após ouvir os argumentos das entidades sindicais e da deputada Daiana Santos, autora do projeto, o deputado Max Lemos concordou com os fundamentos apresentados pelas representações dos trabalhadores e determinou a inclusão do projeto na pauta da próxima reunião da Comissão de Trabalho.
A votação está prevista para quarta-feira, 18 de março, às 9h, em sessão que contará com a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho.
A FECOSUL e a CTB já confirmaram presença na reunião e devem mobilizar dirigentes sindicais para acompanhar a votação, considerada um passo decisivo na luta pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6×1 no Brasil.



