Sindicomerciários Caxias considera insuficiente proposta patronal e reforça mobilização por valorização da categoria
A proposta apresentada pelos representantes patronais dos setores de mercados e lojas foi considerada insuficiente pelo Sindicomerciários Caxias e recebeu o apoio da categoria para que a negociação siga em busca de uma valorização efetiva dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio. Em assembleia realizada na noite desta sexta-feira (7), no auditório da entidade, comerciários e comerciárias rejeitaram a oferta patronal, que prevê apenas 4,8% de reajuste salarial, congelando cláusulas sociais, como auxílio-creche, bem como os prêmios pelo trabalho em domingos e feriados, e decidiram manter a pauta aprovada pela categoria.
A direção do sindicato avalia que a postura das entidades patronais permanece intransigente diante da necessidade de reconhecer a importância dos trabalhadores e trabalhadoras para o crescimento do setor.
A pauta defendida pelo Sindicomerciários Caxias prevê a reposição integral da inflação, medida pelo INPC (4,33%), mais 3% de aumento real, além da renovação de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que asseguram direitos históricos da categoria, como triênio, quinquênio, auxílio-creche e remuneração diferenciada pelo trabalho em domingos e feriados.
Nova proposta segue abaixo das expectativas
Durante a manhã e a tarde da sexta-feira, representantes do Sindicomerciários Caxias e da Federação dos Empregados no Comércio do Rio Grande do Sul (Fecosul) participaram de mais uma rodada de negociações com os sindicatos patronais dos setores de supermercados e lojas.
Após rejeitarem a proposta anterior, que previa apenas a reposição da inflação, os trabalhadores receberam uma nova oferta que acrescenta somente 0,5% de aumento real. No caso das lojas, a proposta ainda prevê o congelamento de cláusulas sociais importantes, como triênios, quinquênios e os adicionais pagos pelo trabalho em domingos e feriados.
Para o movimento sindical, a proposta permanece muito distante da valorização reivindicada pela categoria.

Guiomar Vidor resgata lutas históricas e defende fortalecimento da representação dos trabalhadores
Durante a assembleia, o presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, fez um resgate das principais lutas travadas pelos trabalhadores nas últimas décadas. Ele relembrou os impactos das reformas Trabalhista e da Previdência, as dificuldades enfrentadas pelas entidades sindicais, a precarização das relações de trabalho e a perda de direitos conquistados ao longo dos anos.
Também destacou a importância da retomada de um governo comprometido com a classe trabalhadora e lembrou conquistas recentes, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
Segundo Guiomar, a valorização dos comerciários também passa pelo fortalecimento da representação política dos trabalhadores.
“Num momento de crescimento do país, em que o comércio enfrenta dificuldades para contratar mão de obra e perde trabalhadores para outros setores da economia, oferecer uma proposta inferior até mesmo ao reajuste concedido ao salário mínimo demonstra que os representantes patronais não estão comprometidos com a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Sindicato seguirá mobilizado
O presidente em exercício do Sindicomerciários Caxias, Bruno Andreis, afirmou que a mobilização continuará nos próximos dias, com visitas aos locais de trabalho para dialogar diretamente com a categoria.
“Vamos percorrer nossa base para apresentar a proposta feita pelos representantes patronais e ouvir os trabalhadores e trabalhadoras. Com o apoio da categoria, seguiremos firmes na luta por valorização, respeito, dignidade e por uma convenção coletiva que reconheça a importância dos comerciários para a economia.”
Ao final da assembleia, os trabalhadores reafirmaram o compromisso de manter a mobilização até que seja construída uma proposta que contemple não apenas a reposição das perdas inflacionárias, mas também ganho real e a preservação dos direitos históricos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho.




