EM MEIO À PANDEMIA, COMERCIÁRIOS DOS MERCADOS GARANTEM MANUTENÇÃO DOS DIREITOS DA CONVENÇÃO COLETIVA E REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO

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Após diversas reuniões de negociação e muita pressão, o Sindicomerciários Caxias conseguiu avançar na proposta para a definição da campanha salarial dos comerciários dos mercados deste ano com a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva (CCT), como triênios, quinquênios e auxílio-creche – direitos que estavam ameaçados – e a reposição do INPC do período. Foi um bom resultado, mas o Sindicato lamenta a falta de sensibilidade dos patrões que poderiam ter dado índice superior a inflação, pois estão até vendendo mais na pandemia.

Para o presidente do Sindicomerciários, Nilvo Riboldi Filho, “num momento em que os trabalhadores estão trabalhando com o medo de contaminação durante a pandemia, e que setores empresariais tentam retirar direitos, a posição de luta do sindicato se faz faz fundamental para evitar retrocessos”.

VITÓRIA: MANUTENÇÃO DOS DIREITOS

Embora a CCT – que são os direitos que os comerciários têm por causa do Sindicato, que a Lei não garante – estivesse negociada por dois anos, ou seja, até 2021, o setor patronal chegou a ameaçar com retirada de direitos, o que foi prontamente repudiado pela direção do Sindicomerciários.

Ainda, segundo Nilvo, “fechar por dois anos a Covenção Coletiva de mercados no ano passado (2019), garantindo os direitos, as cláusulas sociais foi uma grande conquista, o que comprova a importância da representação e da luta do Sindicato, porque são direitos que só existem por causa do sindicato”, completou.

Nilvo lamentou a falta de sensibilidade dos patrões que deixam de dar a devida valorização a quem está na linha de frente durante a pandemia, garantindo que a população não fique desabastecida de alimentos e produtos de primeira necessidade, “quando não aceitam negociar índices de reposição que saiam do oficial apresentado pelo governo, que, no nosso entendimento não representa a realidade de nossa região.”

SINDICOMERCIÁRIOS SEGUIRÁ LUTA POR VALORIZAÇÃO

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, afirmou que “assim como os outros setores, nos parece que querem que os trabalhadores paguem a conta da pandemia. Neste momento delicado, trabalhando na linha de frente nos mercados, com o medo de pegar doenças e sem sermos testados, querem dar apenas o índice da inflação, quando sabemos que não corresponde com a realidade, com o custo de vida em nossa região. Vamos garantir os direitos da convenção coletiva e, se for preciso, negociar de maneira individual com as empresas.”

Nilvo complementa que, “a pandemia e a crise não podem ser usadas como motivo para retirada de direitos dos trabalhadores. Levamos para mesa de negociação proposta adequada para este momento, justamente para resolver os problemas da crise, como o banco de horas de caráter emergencial e até um ano para que sejam compensadas as horas paradas em decorrência da troca de bandeiras durante a pandemia. Também propomos a possibilidade de antecipação de férias e o teletrabalho, mas nada disso mudou a opinião dos patrões”; Para o presidente do sindicato, “nos resta negociar de maneira individual com as empresas que forem mais sensíveis a realidade de seus trabalhadores.” Assim, a empresa que oferecer um percentual superior, poderá usar dos benefícios oferecidos para o enfrentamento da pandemia.

REPOSIÇÃO SALARIAL E NOS PISOS MERCADOS

Com o reajuste nos salários para quem trabalha em mercados, o piso passará para R$ 1.355; para comissionado passará para R$ 1.762; o salário dos empacotadores e carrinheiros será de R$ 1.092; aprendizagem R$1.092 ; salário no período de experiência (90 dias), R$ 1.252; triênio ficou em R$ 27 e, quinquênio em R$ 107.
As bonificações do trabalho em feriados, respeitando as faixas salariais, permanecem em R$ 86, R$ 100 e R$ 120; ficando em R$ 53 e R$ 63 o prêmio pelo trabalho aos domingos. Já o auxílio-creche será atualizado para R$ 260.

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