EMPRESÁRIOS LOJISTAS DE CAXIAS E REGIÃO SEGUEM INTRANSIGENTES

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Caso não avancem as negociações, Sindicomerciários levará dissídio à Justiça

Nesta manhã de terça-feira, 11, ocorreu mais uma reunião de negociação – a quarta – sobre a campanha salarial dos comerciários e comerciárias que trabalham no setor lojista de Caxias e região e, mais uma vez, os empresários insistiram em não querer o acordo, além de se aproveitarem da pandemia para retirar direitos da categoria.

O QUE OS PATRÕES QUEREM?

Enquanto o Sindicomerciários defende a reposição das perdas salariais (INPC) e a manutenção dos direitos da Convenção Coletiva da categoria, como triênios, quinquênios, auxílio-creche e bônus para o trabalho nos domingos e feriados, os empresários querem retirar tudo isso e ainda oferecem índice zero de aumento!

Para Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários Caxias, “a pandemia e a crise não podem ser usadas como motivo para retirada de direitos dos trabalhadores. Sentamos, pela quarta vez, com a intenção de chegar a um acordo justo, porém a ganância e a falta de sensibilidade dos empresários tem sido a regra. Levamos para mesa de negociação proposta adequada para este momento, justamente para resolver os problemas da crise, como o banco de horas de caráter emergencial e até um ano para que sejam compensadas as horas paradas em decorrência da troca de bandeiras durante a pandemia. Também propomos a possibilidade de antecipação de férias e o teletrabalho, mas nada disso mudou a opinião dos patrões”, disse.

SINDICOMERCIÁRIOS SEGUE DEFENDENDO O DIÁLOGO PARA UM ACORDO JÁ

Para o presidente do sindicato dos trabalhadores, “não nos falta disposição para o diálogo e o acordo, mas não aceitaremos de forma nenhuma a retirada de direitos, e nem esse reajuste zero, que é uma afronta aos trabalhadores e trabalhadoras comerciários que têm arriscado suas vidas para manter os serviços funcionando.”

Segundo Guiomar Vidor, presidente da CTB/RS e Fecosul, não é a retirada de direitos ou o ataque à renda dos trabalhadores que aumentará as vendas, pois os trabalhadores já ganham pouco e, seu salário, retorna justamente ao comércio, em alimentos e outras compras.

JUSTIÇA

Nilvo ponderou que é inadmissível a posição empresarial: “não é o valor de direitos como o triênio e o quinquênio de um trabalhador, que vai salvar uma empresa neste momento. Mas que, para o trabalhador, R$ 38 reais significa até dois dias de almoço!”

Para Nilvo, “caso os empresários se mantenham intransigentes, levaremos o acordo à Justiça, ingressando com processo de dissídio coletivo, para que se acate o pronunciamento do Poder Judiciário.”


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