FALTA SENSIBILIDADE AOS PATRÕES DO SINDILOJAS QUE INSISTEM EM RETIRAR DIREITOS E REAJUSTE ZERO

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A terceira reunião de negociação para a Convenção Coletiva do setor de lojas de Caxias do Sul, realizada entre o Sindicomerciários Caxias e o setor patronal, do Sindilojas, na manhã desta quinta-feira, 30 de julho, foi novamente decepcionante para a categoria, devido à posição dos patrões que insistem em se aproveitar da crise da pandemia para tentar liquidar com direitos dos comerciários e comerciárias, ao invés de valorizarem e protegerem sua mão de obra nessa hora tão delicada.

Os patrões voltaram a apresentar a proposta de retirar direitos dos comerciários, como triênios, quinquênios e o bônus para trabalho aos domingos. É bom lembrar que essas são conquistas obtidas ao longo de anos de lutas do Sindicato ao lado dos trabalhadores comerciários. Como se não bastasse, os donos de lojas não querem sequer dar a reposição da inflação do período. “Isso é inaceitável, é um grande desrespeito com a nossa categoria”, disse o presidente do Sindicomerciários, Nilvo Riboldi.

ACORDO JÁ

O Sindicomerciários considera que é necessário um acordo já, para tranquilizar a categoria que tem arriscado a própria saúde e de seus familiares para manter o bom funcionamento das lojas – mesmo estando em uma das cidades e na região que tem o maior índice de contágios do RS fora Porto Alegre. Mas, infelizmente, não é isso que os patrões das lojas querem.

Guiomar Vidor, presidente da CTB/RS e da Fecosul, apresentou a disposição do sindicato de chegar a uma negociação que seja boa para ambos os lados, mas sem retirar direitos e diminuir o poder de compra dos trabalhadores. “Entendemos que a situação da economia, agravada pela pandemia, exija que negociemos uma alternativa para sobreviver a esta nova realidade, contudo, não podemos colocar a conta toda para os trabalhadores pagarem. A possibilidade de não dar reajuste nem mesmo da inflação é inadmissível! Não podemos deixar que se aproveitem da pandemia para atacar os direitos, o ganha pão dos trabalhadores”.

FALTA SENSIBILIDADE

Nilvo conplementou que, “foi levada a proposta mais aceitável possível, que é a reposição salarial pelo INPC, a manutenção dos direitos da convenção coletiva, além de criar mecanismos que auxiliem e tratem exclusivamente dos problemas da pandemia, como a criação de um banco de horas exclusivo para repor, em um ano, a compensação dos afastamentos causados pelas mudanças de bandeiras ou de fechamento dos estabelecimentos, e mesmo assim os patrões seguem inflexíveis”.

PATRÕES INSISTEM COM REAJUSTE ZERO E FIM DO BÔNUS DE DOMINGOS E FERIADOS

Em meio a maior crise humanitária dos últimos 100 anos no Brasil, quando todos deveriam se unir em prol da vida, da economia e do futuro, os empresários de lojas querem reajuste zero; o fim dos triênios e quinquênios para os novos contratos, com a incorporação dos mesmo aos trabalhadores que já recebem a seus salários; congelamento do auxílio-creche; e a retirada da bonificação pelo trabalho nos domingos e feriados.

Nos próximos dias será marcada uma nova reunião para dar continuidade às negociações para a convenção coletiva.