Sindicomerciarios pede a prefeitura mais medidas de proteção para trabalhadores em razão da pandemia

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Na tarde desta quinta-feira, 25 de junho, o presidente do Sindicomerciários Caxias, Nilvo Riboldi Filho, juntamente com membros da diretoria do sindicato, estiveram reunidos com o vice-prefeito de Caxias do Sul, Edio Elói Frizzo (PSB), para levar as preocupações dos trabalhadores no comércio perante a crise da pandemia da Covid-19. Entre as demandas estão a busca de medidas que evitem a lotação do transporte coletivo e aglomeração de pessoas, a testagem dos trabalhadores e a possibilidade de um mutirão para vacinação da gripe para os trabalhadores dos setores com mais risco, como os dos supermercados.

Alguns pontos levantados pelo Sindicomerciários já foram atendidos com o novo decreto municipal, nº 21009, desta quarta, que visa evitar aglomerações em supermercados, shoppings, lojas, restaurantes e lanchonetes, postos de gasolina e áreas públicas, evitando a transmissão e contágio do coronavírus. Pelo decreto, os shoppings sofrem redução de 50% para 30% da capacidade máxima prevista no PPCI, e, nos domingos, devem permanecer fechados.

Frizzo demonstrou concordância com os pontos levantados, ressaltando que o transporte coletivo já está trabalhando no limite estipulado pelo governo do Estado, e que, para ajudar, “os sindicatos dos trabalhadores e patronais, poderiam estar negociando ou discutindo com os empresários a possibilidade de escalas, para os trabalhadores realizarem revezamento, enquanto um trabalha, o outro ficaria de folga”, ponderou. Sobre o mutirão de vacinação dos trabalhadores que estão na linha de frente, como mercados e farmácias, ficou de levantar a pauta para ver as alternativas.

Para Nilvo Riboldi, o novo decreto pode ajudar a diminuir um pouco das aglomerações de pessoas que estamos vendo nos últimos dias, contudo, “as pessoas precisam se conscientizar que para que se mantenha o comércio aberto e, preservar os empregos dos trabalhadores, é preciso que cada um contribua, pois a troca de bandeira significa correr o risco de mais desempregos. Os trabalhadores já estão trabalhando com muito medo, pela sua saúde e de seus familiares e, de ficar sem o seu sustento”, finaliza.