Centrais avaliam como positiva a Greve Geral deste dia 14

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Mesmo com a greve ainda em curso, com atos que devem ocorrer na capital e em outras cidades do Estado no final da tarde, centrais avaliam o movimento de forma positiva.

“Tivemos protestos, manifestações e paralisações em mais de uma centena de municípios em todo o Estado. Isso é uma expressão da inconformidade dos trabalhadores e da sociedade com relação a reforma”, aponta Guiomar Vidor, presidente da CTB-RS.
Por outro lado, os trabalhadores e líderes sindicais denunciam a forma violenta e desproporcional com que a Brigada Militar repeliu o movimento, ignorando o direito de livre expressão de todos. “Os policiais agrediram trabalhadores e estudantes, com bombas de efeito moral, pelotão de choque, cavalaria armada e jatos de água vindos do caveirão. Ainda levaram para a prisão mais de 60 companheiros e companheiras”, denunciou o presidente da CTB, que ainda destacou que, mesmo com a violência, os trabalhadores seguirão nas ruas, resistindo à retirada de direitos.
“Nossa resistência continuará nas ruas, nos locais de trabalho e no Congresso Nacional, para que o projeto de destruição da previdência pública não seja aprovado. Não podemos permitir que nosso futuro seja roubado”, destaca.
A proposta de Reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro, principal motivo da greve geral, altera as regras de aposentadoria vigentes no país e dificulta o acesso ao benefício. “A reforma praticamente acaba com o direito à aposentadoria da grande maioria dos brasileiros, ao substituir o tempo de contribuição pela idade mínima de 65 anos para homens e 52 para mulheres, acumulado com 40 anos de contribuição e, ainda, instituir para os novos trabalhadores um plano privado de capitalização, que reduz drasticamente os valores dos futuros aposentados”, destaca Vidor.

Portal CTB/RS

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