BRUMADINHO: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

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A direção do Sindicomerciários Caxias solidariza-se com as vítimas e familiares das vítimas deste gravíssimo crime ambiental ocorrido em Brumadinho, Minas Gerais, assim como ocorrera há três anos, em Mariana, naquele mesmo estado.

Uma tragédia anunciada, sobretudo após Mariana, Brumadinho é fruto de um modelo de exploração colonial latino-americana liderado por uma parcela da sociedade que tem como expressões mais conhecidas as privatizações, o lucro e a exploração predatória, que coloca os interesses privados e os lucros das mineradoras acima da vida, do meio ambiente e do bem comum. Tudo isso com a cumplicidade do poder público que está a serviço do poder econômico.

Por outro lado, este é um dos mais graves eventos de violação à segurança do trabalho dentre os ocorridos no Brasil. Em nota oficial, o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, afirmou que a tragédia representa um dos mais graves eventos de violação às normas de segurança do trabalho na história da mineração no Brasil. Uma “tragédia demonstra a precariedade das condições de trabalho a que estão expostos os trabalhadores no Brasil”, denunciou a nota do Ministério Público do Trabalho (MPT) ao afirmar que irá realizar um diagnóstico do crime socioambiental de Brumadinho, com vistas à apuração de responsabilidades criminal, civil e trabalhista.

E, por conta de uma mudança aprovada na Reforma Trabalhista, a indenização aos trabalhadores vítimas do rompimento da barragem está limitada a apenas 50 vezes o salário que recebiam atualmente. A regra, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente Michel Temer, passou a valer em novembro de 2017. Antes, a indenização por dano moral poderia ser maior.

Nós, do Sindicato, lamentamos o fato e queremos acreditar que, desta vez, a justiça punirá os criminosos. Sim, porque nós não aceitamos que esse desastre seja tratado como acidente. Não! Até o momento, temos conhecimento de dezenas de pessoas mortas, centenas de desaparecidos, a fauna e a flora destroçadas. Isso tem nome: é crime!

 

Foto: Corpo de Bombeiros/MG

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