Após impasse nas negociações Sindicomerciários fecha Convenção Coletiva para trabalhadores dos mercados

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Nesta sexta-feira, 31 de agosto, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul (Sindicomerciários), após várias rodadas de negociação com o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sindigêneros), fechou a Convenção Coletiva dos trabalhadores nos supermercados, garantindo, além da reposição acima da inflação nos pisos, negociado com ganho real, e, de 3,53% (INPC) para os salários em geral, a manutenção das Cláusulas Sociais da categoria.

Com o acordo, o salário de trabalhadores comissionados ficará em R$ 1.664 reais; o normativo, R$ 1.280; durante a experiência R$ 1.183; para empacotadores, R$ 1.031; quinquênio R$ 103,53; e, o triênio R$ 25,88. O valor pago do Auxílio Creche, um dos direitos garantidos nas Cláusulas Sociais, passará a ser R$ 254 reais. A bonificação por trabalhos aos domingos ficará em R$ 52 e R$ 62, proporcional, R$ 28 e R$ 32. Nos feriados, o bônus é de R$ 83, R$ 96 e R$ 117 reais, conforme as faixas salariais.

Um dos pontos de divergência, a escala de folgas, ficou acertado que ficará garantida a folga em no mínimo dois domingos por mês, com a possibilidade de ser dada além do sétimo dia, contudo, segundo Guiomar Vidor, presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), “é imprescindível que seja garantido a folga semanal de cada trabalhador, como determina a lei, que é baseada em estudos para garantir o bem estar e saúde do funcionário”. O banco de horas, de 30 horas, deverá ser compensado até o mês subsequente. Para receber a bonificação por trabalho em feriados o trabalhador não pode ter feito oposição ao sindicato, o que poderá ser feita em até 10 dias após a publicação do edital da Convenção Coletiva.

Para a presidente em exercício do Sindicomerciários, Silvana Ferraz, garantir a manutenção das mais de 70 cláusulas da convenção, como o auxílio creche, triênio e quinquênio, que foram conquistas de décadas do sindicato e dos trabalhadores, é o ponto mais importante no fechamento da convenção com os sindicatos patronais.  “Neste momento, precisamos lutar contra os retrocessos da Reforma Trabalhista, evitando que os nossos trabalhadores percam mais direitos. Uma mãe precisa da garantia que, enquanto trabalha, tem como manter seus filhos em segurança, é por isso que manter clausulas como o auxílio creche, que sem a luta do sindicato não existiriam, permaneçam, é fundamental”, esclarece.  Além disso, “precisamos garantir para que os mais de 30 mil atendimentos que o sindicato realiza por ano continuem. Com o baixo salário, muitos comerciários não têm como manter atendimento médico, odontológico, psicológico, psiquiátrico para si, muito menos para toda a família”, conclui Silvana.

 

Foto: Rodrigo Positivo

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