Negociações com sindicatos patronais iniciam com forte resistência

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Na última sexta-feira, 20 de julho, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul (Sindicomerciários) esteve reunido novamente com o Sindicato Comércio Varejista e Gêneros Alimentícios (Sindigêneros) para dar continuidade ao Acordo Coletivo de 2018. As negociações com os sindicatos patronais deste ano iniciaram com antecipação mais de um mês, mas, ainda enfrentam grande resistência por parte dos patrões, que tentam mexer em direitos conquistados por anos de lutas do sindicato e dos trabalhadores.

Após a terceira rodada de negociações com o Sindigêneros, nesta sexta, não foi chegado a um acordo, ficando para uma nova reunião a continuidade. A atual e a nova diretoria do Sindicomerciários, juntamente com o presidente da Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor, apresentaram a proposta de renovação das Cláusulas Sociais, mais o índice de reajuste de 5,46%, baseado na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Caxias do Sul nos últimos doze meses, calculado e divulgado mensalmente pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais da Universidade de Caxias do Sul (UCS),  sendo um indicador da evolução dos preços e do custo de vida na cidade.

Para Guiomar Vidor “fica claro que, até o momento, o sindicato patronal não aceitou o aumento justo, baseado na realidade e nos índices oficiais, calculados pela própria universidade (UCS), que aponta um IPC de 5,46%, e ainda propõem a retiradas de direitos conquistados pelo sindicato e a categoria em anos de lutas, como o descanso semanal após o sexto dia trabalhado e a ampliação do banco de horas para 180 dias”. Para Sílvio Frasson, presidente do Sindicomerciários, “não temos como aceitar a proposta patronal de mexer em conquistas históricas, como em não reajustar o auxílio-creche, quinquênio e triênio, congelados há dois anos, ou mesmo o prêmio aos domingos e feriados. Oferecer um índice de reajuste que representa metade do índice dos preços e do custo de vida é deixar de valorizar os trabalhadores do comércio que têm extensas jornadas de trabalho, inclusive trabalhando nos domingos e feriados”.

As negociações com os sindicatos patronais reiniciam nesta semana.

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