Entidades sociais e sindicais se reúnem para organizar ato contra a reforma da Previdência

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Na manhã desta sexta-feira (9) foi realizada uma reunião plenária com as lideranças  dos movimentos sociais, comunitários e sindicais para debater e organizar um grande ato de protesto, no dia 19 de fevereiro, contra a reforma da Previdência, colocada em pauta para votação pelo governo para a mesma semana. Na reunião, iniciada às 9 horas no auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Caxias do Sul (Sindicomerciários), foram debatidas as atividades de mobilização que antecedem o protesto.

Como resoluções do encontro, foram organizadas as atividades do dia de protesto, que inicia com às 8h30min com a palestra “Reformas Liberais: Combinação explosiva. Negação de direitos e desmonte da seguridade”,  com a palestrante Valdete Souto Severo, doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP e juíza no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O evento com a juíza do Trabalho, organizado pela AGETRA, Coletivo de Comunicação Alternativa e os Movimentos Sociais e de Trabalhadores de Caxias do Sul, será realizada no auditório do Sindiserv, que apóia o evento, juntamente com o Sindilimp, Sindicomerciários, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Metalúrgicos e Simpro Caxias.

Na parte da tarde, está programada a concentração na Praça Dante Alighieri, a partir das 15h e, à 18 horas, após o ato de protesto, os manifestantes pretendem realizar uma caminhada pelas rua centrais, distribuindo material para a população alertando para os retrocessos e a perda dos direitos dos trabalhadores que as reformas, do Trabalho e da Previdência, causarão, inviabilizando o direito a uma aposentadoria digna depois de uma vida de trabalho

Para Ivanir Perrone, diretora dos Assuntos da Mulher do Sindicomerciários, “é preciso unificar as forças e discurso dos movimentos sociais e entidades, para que possamos realizar um enfrentamento forte à ofensiva do governo em retirar direito dos trabalhadores, iniciada com a reforma Trabalhista e, a reforma da Previdência, que continua na agenda de retrocesso do governo Temer”. Para a mediadora da reunião, as atividades de mobilização nas fábricas e pontos de circulação de grandes pessoas na cidade será fundamental para levar mais esclarecimentos aos trabalhadores e, mobilizar toda a comunidade para o ato de protesto.

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