Agências da ONU lançam plano para reduzir infecções por HIV em 75% até 2020

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Novas infecções por HIV entre crianças caíram 47% desde 2010, mas, entre os adultos, a queda foi de apenas 11%. Para acelerar esforços de prevenção, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População da ONU (UNFPA) lançaram um novo plano de ação para a comunidade internacional.

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e o Fundo de População da ONU (UNFPA) lançaram nesta semana (10) um novo plano para reduzir em 75% as novas infecções por HIV. Estratégia tem prazo definido – 2020 – e visa acelerar esforços de prevenção. Novas infecções por HIV entre crianças caíram 47% desde 2010, mas, entre os adultos, a queda foi de apenas 11%.

“A ampliação do tratamento por si só não acabará com a AIDS”, afirmou o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, em evento de apresentação do plano, em Genebra. A iniciativa das duas agências da ONU foi divulgada durante a primeira reunião da Coalizão Global sobre Prevenção do HIV.

O roteiro identifica lacunas graves no financiamento e na divisão de recursos. O UNAIDS estima que cerca de um quarto do financiamento para a resposta ao HIV deve ser alocado para programas de prevenção. No entanto, em 2016, muitos países gastaram menos de 10% dos seus orçamentos com prevenção – e muitos doadores internacionais gastaram menos dos 25% recomendados.

No ano passado, com a Declaração Política da ONU sobre o Fim da AIDS, a comunidade internacional se comprometeu a reduzir as novas infecções por HIV em 75% – de 2,2 milhões em 2010 para 500 mil em 2020.

Todavia, para cumprir essa meta, na avaliação do chefe do UNAIDS, serão necessários coragem e interesse político para rejeitar leis punitivas, engajar ativistas a fim de assegurar a prestação de contas e desenvolver programas voltados para as populações-chave.

“O UNAIDS está pedindo compromisso e liderança para resultados mensuráveis”, disse Sidibé. “Liderança para abordar questões políticas sensíveis e liderança na mobilização de financiamento adequado dos programas de prevenção do HIV.”

Também presente no lançamento, a diretora-executiva do UNFPA, Natalia Kanem, alertou para os desafios particulares enfrentados pelas mulheres. Atualmente, as crianças do sexo feminino têm duas vezes mais chances de contraírem HIV.

“As meninas mais pobres têm o menor poder de decisão sobre quando ou com quem casar e sobre quando e com qual frequência engravidar”, afirmou a especialista. “Essa falta de poder torna cada uma dessas meninas extremamente vulnerável à infecção pelo HIV, infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.”

Ação imediata, monitoramento constante

A estratégia dos organismos internacionais encoraja os países a desenvolver um plano de cem dias para ações imediatas, incluindo a definição de metas nacionais e a avaliação dos programas já em andamento. Medidas devem incluir correções subsequentes à identificação de problemas pelas análises.

Além de recomendar a criação de mecanismos de revisão periódica, o roteiro do UNAIDS e do UNFPA propõe a expansão dos serviços de tratamento e testagem de HIV, bem como a promoção da prevenção combinada entre as populações-chave. Também é sugerida a disponibilização de preservativos pelos serviços públicos. Governos devem investir em iniciativas de conscientização para tornar camisinhas mais aceitas e populares entre o público.

 

ONU Brasil

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