Patrões do setor lojista apresentam proposta indecente: apenas 2%

comerciários
Na segunda rodada de negociação entre o Sindicomerciários e a patronal (Sindilojas), os lojistas seguem intransigentes e oferecem um índice abaixo da inflação: apenas 2 % (corresponde a 80% do INPC no período da data-base que é 30 de junho).
Quem trabalha no comércio sabe: a inflação real, aquela dos preços e que sentimos no bolso, é maior que o índice divulgado pelo governo (INPC). Portanto, nossa luta é por um reajuste que assegure dignidade, com recuperação das perdas e ganho real para os trabalhadores e trabalhadoras.
O presidente do Sindicomerciários, Silvio Frasson, avalia como indecente a proposta do patronal: “Essa proposta é humilhante para o trabalhador. Os patrões querem jogar a conta da crise nos trabalhadores. Não vamos aceitar isso”.
Além de se negarem a dar o reajuste salarial, os patrões lojistas querem impor no acordo retrocessos como: reduzir salários e jornada; comércio aberto em todos os feriados e datas festivas (como dia dos pais e dia das mães), menos Natal, ano novo e 1º de maio; compensação de horas extras em até 120 dias (hoje é no máximo em 30 dias); limitar quebra de caixa a 120 reais e somente para quem desconta eventuais diferenças. É muito atraso, não podemos permitir!
Hora de estar unidos e de lutar juntos pelos direitos
Como se não bastasse os patrões oferecerem apenas migalhas aos comerciários, eles apoiam as reformas de Temer que vêm para liquidar com os direitos trabalhistas e a aposentadoria. Onde está a responsabilidade social dos empresários do ramo lojista? A reforma trabalhista aprovada no Congresso e assinada por Temer só vai gerar mais precariedade, perda de direitos e pressão em cima dos trabalhadores e suas famílias.
Retrocessos como a terceirização, o trabalho intermitente e o banco de horas preocupam os trabalhadores que, mais do que nunca, necessitam ficar unidos, ao lado do Sindicato, para RESISTIR e evitar mais perdas.

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