Reajuste oferecido por patrões de lojas não repõe sequer a inflação

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O Sindicomerciários Caxias não aceitou a proposta patronal de reajuste de apenas 2% nos salários apresentada na tarde desta quinta-feira (27) em reunião com a entidade que representa os empresários do setor lojista.
O reajuste proposto pelos patrões corresponde a cerca de 80% do INPC, que foi 2,56% acumulado no período de 1º de julho de 2016 a 30 de junho de 2017.
“Esta proposta mostra que os empresários não valorizam seus funcionários. Os patrões querem jogar nas costas dos trabalhadores os custos da crise econômica. Por isso não aceitamos essa proposta. Nossa luta é pela valorização que os comerciários merecem”, disse o presidente do Sindicomerciários, Silvio Frasson.
O trabalhador não pode ficar sozinho
Frasson também chamou a atenção para uma luta de grande impacto que os trabalhadores necessitam realizar: contra a retirada de direitos imposta pelas reformas, a trabalhista, já aprovada, e a da previdência, que deve entrar na pauta de votações do Congresso em breve. “Temos que nos organizar e mostrar a força dos trabalhadores. Que não concordamos com este verdadeiro assalto nos nossos direitos, uma grande maldade feita pelo governo ilegítimo de Temer com apoio dos patrões”, denunciou Frasson.
Segundo Frasson, as centrais sindicais estão avaliando as estratégias de luta necessárias. Uma das possibilidades é um grande movimento nacional em prol de uma nova Lei Trabalhista de iniciativa popular. “Temos muita luta pela frente, inclusive o fortalecimento dos Sindicatos, já que o trabalhador está muito inseguro com as reformas e não pode ficar sozinho”.
A segunda rodada de negociação da Campanha Salarial dos comerciários de lojas ficou agendada para o dia 14 de agosto.
Assessoria de Comunicação – Sindicomerciários Caxias

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